E-book Angu do Gomes

E-book Angu do Gomes

A culinária carioca guarda tradições que revelam a origem e formação da cidade. Um dos pratos que compõem o receituário e alimenta a memória do carioca é o Angu do Gomes.

Entre as décadas de 50 e 80, as cerca de 40 barraquinhas espalhadas pelas praças do Rio, viraram um ícone da noite e da boemia. Artistas, celebridades, políticos, trabalhadores, jornalistas e taxistas batiam ponto no Gomes, o mata-fome barato, gostoso e substancioso.

Para avivar a saudade, o Restaurante Angu do Gomes foi reinaugurado em dezembro de 2009, no Largo São Francisco da Prainha, na Praça Mauá. Antes, o estabelecimento ficava no número 41, de onde saíam as carrocinhas abastecidas com dois panelões: um de angu, outro de miúdos.

Agora, a saga do angu à moda carioca, com influências portuguesas e africanas, está registrada no e-book “Angu do Gomes: breve relato sobre o prato oficial da noite carioca”. O projeto foi idealizado pelas jornalistas Carolina Amorim e Juliana Dias com patrocínio do fubá Granfino; o pré-requisito para fazer a receita original. O lançamento aconteceu nesta quarta-feira, no Restaurante Angu do Gomes, e contou com a presença de personalidades como Vó Maria, viúva de Donga; o escritor Ruy Castro, que prefaciou o livro;  a jornalista Heloísa Seixas; e Jota Carlos, jornalista e apresentador da Rádio MEC; e o diretor de marketing da Granfino Felipe Lantimant.

Como o samba é parceiro inseparável do angu, o grupo Abrindo o Berreiro, harmonizou a noite com maestria. Para degustar, além da versão tradicional com miúdos de boi, a casa serviu os sabores de carne moída e calabresa. Para brindar, a cachaça Minuca, produzida artesanalmente em Bananal.