Queijo artesanal em debate

Queijo artesanal em debate

O seminário Queijos artesanais – patrimônio de Minas faz parte da programação do VI Degusta São Lourenço, que este ano traz como tema “Nossos queijos: terroir da Mantiqueira”. No dia 27 de setembro, serão apresentados 4 painéis, abordando aspectos distintos da produção queijeira, os entraves e desafios para a comercialização deste produto artesanal e local. O encontro será realizado no Sítio Lagoa Seca, em São Lourenço, das 9h às 15h.

A conferência de abertura será feita por Luiz Mundim, gerente de Patrimônio, Imaterial, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). O panorama dos “Desafios e novos mercados para o queijo artesanal” será apresentado por Julio Almeida, técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (MG) e Gilson de Assis Salles, superintendente da Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais.

Na parte da tarde, Ieda Gutierrez, representante do movimento Slow Food vai falar sobre as iniciativas da associação para dar visibilidade à produção de queijos artesanais e o catálogo Arca do Gosto, um registro de alimentos ameaçados de extinção. O evento encerra com apresentação de casos de sucesso com o mestre queijeiro Oswaldo Filho que fabrica o Tremruá (em referência à palavra francesa terroir), na cidade mineira de Alagoa. Esse queijo ganhou medalha de bronze na terceira edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers (Concurso “Global de Queijos e Produtos Lácteos), realizado na França em junho de 2017.

A discussões propostas no Seminário “Queijos Artesanais Patrimônio de Minas” torna-se ainda mais oportunas e necessárias, diante das notícias recentes que movimentou o segmento da Gastronomia. O primeiro caso é o da apreensão 80 quilos de queijos de Pernambuco e 80 quilos de linguiça de São Paulo no estande da chef Roberta Sudbrack, no Rock in Rio por não terem o Selo de Inspeção Federal (SIF).

O segundo fato aconteceu durante o evento Slow Cheese, organizado pelo Slow Food em defesa do queijo artesanal feito de leite cru, na cidade italiana de Bra, entre os dias 15 e 18 de setembro. Os queijos mineiros foram retirados do evento por falta de selo de inspeção. Esses mesmos queijos foram premiados há três meses no concurso francês, que chegaram ao concurso escondidos nas malas dos queijeiros. Diante desses acontecimentos, que expõem a fragilidade de uma legislação inadequada para a produção em pequena escala, os participantes do seminário têm ainda mais motivos para aprofundar o debate.

Programação

9h – Queijos Artesanais Patrimônio de Minas”, com Luiz Mundim, gerente de Patrimônio, Imaterial, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).

10h – Desafios e novos mercados para o queijo artesanal, com Julio Almeida, técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (MG) e Gilson de Assis Salles, superintendente da Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais.

14h – Movimento Slow Food, o queijo e a Arca do Gosto – Ieda Gutierrez

15h – Casos de sucesso e degustação: Tremruá (Oswaldo Filho) e Queijo D’Alagoa

Informações: degusta@saolourencocvb.com.br